terça-feira, 28 de setembro de 2010

TEMAS POLÊMICOS

1. A dona-de-casa ou a dona de casa?

Dona de casa sofre até na hora de ser escrita. É com hífen ou não?
Segundo o dicionário Aurélio, devíamos usar hifens (ou hífenes, como preferem alguns):

dona-de-casa. O dicionário Houaiss nos ensinava que devíamos escrever sem hífen:

dona de casa.
E agora, que fazer?
De acordo com as regras ortográficas anteriores ao novo acordo, devíamos ligar por hífen

“os elementos das palavras compostas em que se mantém a noção da composição, isto é,

os elementos das palavras compostas mantêm a sua independência fonética, conservando

cada um a sua própria acentuação, porém formando o conjunto perfeita unidade de sentido”.
Dentro desse princípio, devíamos usar o hífen nas palavras compostas em que os elementos,

com a sua acentuação própria, não conservam, considerados isoladamente, a sua significação,

mas o conjunto constitui uma unidade semântica.
Para ficar mais claro, é interessante observarmos um exemplo inquestionável: copo-de-leite e

copo de leite.
Em copo de leite, sem hífen, cada elemento mantém a sua significação: copo é copo e leite

é leite;

em copo-de-leite, com hifens, temos um conjunto com uma nova unidade de sentido:

copo-de-leite

é uma planta.
A dúvida quanto à dona de casa era se o conjunto forma uma unidade de sentido ou se cada

elemento conserva isoladamente sua significação.
Esse tipo de dúvida acabou com o novo acordo ortográfico. A partir de agora, os compostos

com elemento de conexão só receberão hifens se for palavra ligada à botânica ou à zoologia:

copo-de-leite, banana-da-terra, joão-de-barro, galinha-d’Angola…
Isso significa que os compostos com elementos de conexão que não são nomes de animais ou

plantas devem ser grafados sem hífen: pé de moleque, pé de cabra, general de divisão,

pão de ló, fim de semana, disse me disse, dia a dia, passo a passo…

Assim sendo, agora não há mais dúvida: DONA DE CASA deve ser escrita sem hifens.

2. Não confunda gênero com sexo

Cadeira é um substantivo feminino e banco é masculino. Por mais que você examine uma

cadeira e um banco, não encontrará nenhum sinal do sexo feminino na cadeira nem do sexo

masculino no banco. Bancos e cadeiras não mantêm relações sexuais para fazer

“banquinhos”!!!
Cadeira não é um substantivo feminino porque termina em “a”. Existem várias palavras

terminadas em “a” que são masculinas: o problema, receber um tapa, dar dois telefonemas,

duzentos gramas de presunto…
A distinção do gênero nos substantivos não tem fundamentos racionais. Quem determina

o gênero é a tradição fixada pelo uso. A comparação com outras línguas, mesmo de origem

latina, comprova a inconsistência do gênero gramatical: a viagem / el viaje (espanhol);

o sangue / la sangre (espanhol), la sang (francês)…
Nossos leitores têm algumas dúvidas:
1a) Personagem é masculino ou feminino?
2a) Qual é o feminino de poeta: a poetisa ou a poeta?
Chamamos de SOBRECOMUNS os nomes de um só gênero gramatical que se aplicam,

indistintamente, a homens e a mulheres: o cônjuge, o indivíduo, o sósia, a criança,

a pessoa, a vítima…
São chamados de COMUNS DE DOIS os substantivos que têm uma só forma para os

dois sexos. A distinção é feita pela anteposição de “o”, para o masculino, e “a”, para

o feminino: o/a artista, o/a doente, o/a mártir, o/a jovem…
Na sua origem, PERSONAGEM era um substantivo sobrecomum do gênero feminino,

ou seja, “a personagem” poderia ser usada tanto para a mulher quanto para o homem.

Hoje em dia, porém, PERSONAGEM tornou-se um substantivo comum de dois: a personagem,

para mulheres, e o personagem, para homens. O dicionário Houaiss e o Vocabulário

Ortográfico da Academia Brasileira de Letras consideram PERSONAGEM substantivo

de dois gêneros, ou seja, o/a personagem.
Quanto ao feminino de POETA, temos uma bela polêmica. Segundo a tradição e os

nossos principais dicionários, o feminino de poeta é POETISA. Recentemente,

no meio artístico, tornou-se moda distinguir

A POETISA (=pessoa do sexo feminino que faz poesia)

de A POETA (=mulher que faz poesia de reconhecida qualidade literária).

Trata-se de um juízo de valor que ainda não tem o respaldo da maioria

dos estudiosos e de nossos principais dicionários. Se essa moda “vai pegar”,

só o tempo dirá.
Segundo o mestre e acadêmico Evanildo Bechara:
a) são masculinos: o…clã, champanha, dó, formicida,

grama (unidade de massa/peso), milhar, pijama, sósia, telefonema…
b) são femininos: a…aguardente, alface, análise, bacanal,

cal, cólera, dinamite, libido, síndrome, faringe…
c) são indiferentemente masculinos ou femininos: o ou a…avestruz,

crisma, diabete, gambá, hélice, ordenança, personagem, sabiá, sentinela,

soprano, suéter, tapa, trama…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

COESÃO E COERÊNCIA

Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de um texto. Percebemos tal definição quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao outro.
Os elementos de coesão determinam a transição de idéias entre as frases e os parágrafos.

Observe a coesão presente no texto a seguir:

“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a política agrária do país, porque consideram injusta a atual distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-terra.”

JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala educacional, 2007, 566 p.


As palavras destacadas no texto têm o papel de ligar as partes do texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do texto.
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os principais são:

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela coesão do texto, estabelecem a inter-relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais.
Veja algumas palavras e expressões de transição e seus respectivos sentidos:

- inicialmente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- primeiramente (começo, introdução)
- antes de tudo (começo, introdução)
- desde já (começo, introdução)
- além disso (continuação)
- do mesmo modo (continuação)
- acresce que (continuação)
- ainda por cima (continuação)
- bem como (continuação)
- outrossim (continuação)
- enfim (conclusão)
- dessa forma (conclusão)
- em suma (conclusão)
- nesse sentido (conclusão)
- portanto (conclusão)
- afinal (conclusão)
- logo após (tempo)
- ocasionalmente (tempo)
- posteriormente (tempo)
- atualmente (tempo)
- enquanto isso (tempo)
- imediatamente (tempo)
- não raro (tempo)
- concomitantemente (tempo)
- igualmente (semelhança, conformidade)
- segundo (semelhança, conformidade)
- conforme (semelhança, conformidade)
- assim também (semelhança, conformidade)
- de acordo com (semelhança, conformidade)
- daí (causa e conseqüência)
- por isso (causa e conseqüência)
- de fato (causa e conseqüência)
- em virtude de (causa e conseqüência)
- assim (causa e conseqüência)
- naturalmente (causa e conseqüência)
- então (exemplificação, esclarecimento)
- por exemplo (exemplificação, esclarecimento)
- isto é (exemplificação, esclarecimento)
- a saber (exemplificação, esclarecimento)
- em outras palavras (exemplificação, esclarecimento)
- ou seja (exemplificação, esclarecimento)
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).

Ex: A prática de atividade física é essencial ao nosso cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor qualidade de vida.

- Coesão por referência: existem palavras que têm a função de fazer referência, são elas:
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...

Ex: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar o objetivo que tanto almejava.

- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no corpo do texto.
Ex: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”;
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”;
João Paulo II: Sua Santidade;
Vênus: A Deusa da Beleza.

Ex: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. Não é por acaso que o "Poeta dos Escravos" é considerado o mais importante da geração a qual representou.

Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados agrupados em conjunto.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

HERÓI BRASILEIRO

Gente, recebi esse e-mail e achei o máximo! Se for verdade... parabéns ao moço não é!


E S T E S I M, É O CARA !


cid:1.3890492905@web39707.mail.mud.yahoo.com

Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'

cid:2.3890492906@web39707.mail.mud.yahoo.com

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'

cid:3.3890492906@web39707..mail.mud.yahoo.com


Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

cid:4.3890492906@web39707.mail.mud.yahoo.com

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'

ESTE MERECE NOSSOS APLAUSOS!


POR ACASO A MÍDIA NOTICIOU ESSA BRAVURA QUE O BRASIL PRECISA SABER? NÃO, AGORA SE ELE FOSSE UM BBB... OU UM MARGINAL SUPERPROTEGIDO PELOS PAIS, SEM LIMITES , COM CERTEZA IA APARECER EM TUDO!!!! QUANTA HIPOCRISIA

POR FAVOR, FAÇA A SUA PARTE!


VAMOS DIVULGAR?



domingo, 11 de julho de 2010

OUTRA FOTO DO INCÊNDIO

GERMINADA OU GEMINADA

A língua portuguesa é muito complicada, então de vez em quando gosto de dar dicas. E aí vai uma:

Já cansei de ouvir pessoas falando, "Não gosto de morar em conjuntos em que as casas são germinadas". Gente, isso pode parecer terrível, más é comum. Quando houver dúvidas perca um tempinho e pesquise. A palavra certa é geminada, há uma grande diferença de uma para outra. Germinada, é que tem germes e Geminada, é junção entre duas ou mais casas.

Por exemplo: Eu moro em casa geminada (junta com outra)
Vaso sanitário tem muitos germes (vaso germinado)

INCÊNDIO NO CONJUNTO CRUZEIRO DO SUL






Depois que um senhor faleceu ainda esse ano, na Rua dos Limoeiros,quadra 04 Lote 07 no Conjunto Cruzeiro do Sul, na cidade de Aparecida de Goiânia, seu filho que atende por nome de Carlos e de aproximadamente 30 anos passou a morar sozinho na casa que era do seu pai. Hoje, no dia 11 de julho de 2010 por volta das 18h houve algo inédito para a vizinhança do rapaz. Ele resolveu colocar fogo na casa. Só que, as casas do conjunto, são geminadas umas com as outras, se queima uma, queima a outra também.

Assustados os vizinhos que tem sua casa geminada com a dele tomaram as primeiras providências até o corpo de bombeiros chegarem. Toda a vizinhança teve a atitude de ajudar. Infelizmente o homem estava fora de si, enquanto tentavam apagar o fogo de um lado, ele colocava do outro. A mãe do dono da casa que é geminada com a do incendiário começou a passar mal e a confusão ficou ainda maior. Curiosos chegavam de todos os lados.

O corpo de bombeiros chegou rápido, pois, sua sede fica no bairro Veiga Jardim que é vizinho do Conjunto. Depois chegou a UTI para socorrer a senhora que passava mal e a polícia para prender o incendiário. O fogo foi apagado, a senhora socorrida e o “Nero” do Cruzeiro do Sul apesar de ser franzino deu muito trabalho para ser imobilizado. Descontrolado ele foi algemado pela polícia e socorrido pelo corpo de bombeiros, provavelmente ele se intoxicou, pois é moreno mais estava preto de fuligem.

Obs: Tirei foto de um lado da rua e do outro. Haviam dois carros de polícia, dois do corpo de bombeiros e uma UTI móvel.







quarta-feira, 30 de junho de 2010

JOGO DO BRASIL EM MINHA CASA

FOTO: VALDEMY TEIXEIRA





Bom gente, para quem não acreditava na vitória da seleção brasileira em cima da seleção do Chile e ficou preso em seu pessimismo...vai o meu "sinto muito". Porque nós acreditamos e nos reunimos dia 22 de junho para torcer pelos nossos "meninos".Não éramos muitos, más, o suficiente para fazermos muita bagunça. Depois, fizemos o maior carnaval...com forró é claro! E o tanto que comemos "Ave Maria". Podem até achar que o Brasil não chega nas finais, más quem disse que se vive de "achismo"? Se vive de torcidas e nossa obrigação, o mínimo que cada brasileiro deve fazer é torcer.É certo que o Brasil tem um pé na África e o outro na Europa, ainda assim somos brasileiros. "Vai que é sua Brasil"!

terça-feira, 29 de junho de 2010

DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO

De acordo com a professora, Sandra Ceraldi Carrasco, autora dos livros:
“Curso de Português para Concursos”, “Conjugação de Verbos para Concursos”
e “Acordo Ortográfico”, Madras Editora e das revistas “Curso de Português em Casa
1, 2 e 3”, Editora Qualidade de Vida, nesta edição, orienta os leitores quanto à construção
de parágrafos, tema importantíssimo para a elaboração e organização de sua redação.
Segundo ela o parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um
período, em que se desenvolve determinada ideia central, a que se agregam outras, secundárias,
intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela. É mais longo que o
período e menor que uma página impressa no livro, e a regra geral para determinar o tamanho
é o bom senso.
Os parágrafos são indicados por afastamento da margem esquerda da folha e são moldáveis
(podem ser aumentados ou diminuídos) conforme o tipo de redação. Se o escritor souber variar
o tamanho dos parágrafos, dará colorido especial ao texto, captando a atenção do leitor, do começo
ao fim.
Parágrafos curtos: a notícia possui parágrafos curtos em colunas estreitas, já artigos e editoriais costumam ter parágrafos mais longos. Revistas populares, livros didáticos destinados a alunos iniciantes, geralmente, apresentam parágrafos curtos.
Parágrafos médios - comuns em revistas e livros didáticos. Cada parágrafo médio é construído
por três períodos (50 a 150 palavras). Em cada página de livro cabem cerca de três parágrafos médios.
Parágrafos longos - as obras científicas e acadêmicas possuem longos parágrafos, por três razões: os textos são grandes e consomem muitas páginas; as explicações são complexas e exigem várias ideias e especificações, ocupando mais espaço; os leitores possuem capacidade e fôlego para acompanhá-los.
Nos parágrafos encontramos o Tópico Frasal, ideia central ou frase-síntese. Esse período orienta e
governa o resto do parágrafo e dele nascem outros períodos secundários ou periféricos. É o período
mestre, que contém a frase-chave e dirige a atenção do leitor diretamente para o tema central com o potencial de gerar ideias-filhote. Geralmente, vem no começo do parágrafo, seguido de outros
períodos que explicam ou detalham a ideia central. Algumas palavras e expressões facilitam a ligação
entre as ideias, estejam elas num mesmo parágrafo ou não. Veja:
• assim, desse modo - têm valor exemplificativo e complementar. A sequência introduzida por eles serve normalmente para explicitar, confirmar e complementar o que se disse anteriormente;
• ainda - serve, entre outras coisas, para introduzir mais um argumento a favor de determinada conclusão;
ou para incluir um elemento a mais dentro de um conjunto de ideias qualquer;
• aliás, além do mais, além de tudo, além disso - introduzem um argumento decisivo, apresentado como acréscimo. Pode ser usado para dar um “golpe final” num argumento contrário;
• mas, porém, todavia, contudo, entretanto… (conj. adversativas) - marcam oposição entre dois enunciados;
• embora, ainda que, mesmo que - servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento, diminuir sua importância. Trata-se de um recurso dissertativo muito bom, pois sem negar as possíveis objeções, afirma-se um ponto de vista contrário;
• este, esse e aquele - são chamados termos anafóricos e podem fazer referência a termos anteriormente expressos, inclusive para estabelecer semelhanças e diferenças entre eles.

Esse assunto foi tirado do blog da professora Sandra Ceraldi Carrasco no dia 29 de junho de 2010.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O CONCURSO DA AGECOM NÃO É MARACUTÁIA

Até que enfim a Agecom (Agencia goiana de comunicação), divulgou a lista com os nomes
dos candidatos aprovados e classificáveis no concurso cujo as provas foram realizadas
no dia 06 de junho desse ano. Haviam vários cargos, mas Goiás em peso se inscreveu, sem
contar pessoas que vieram de outros Estados. Talvez o desejo enorme de ter uma segurança
profissional fez parecer que o resultado demorou muito a ser divulgado.
Infelizmente eu não passei dentro das vagas, fiquei entre os "classificáveis". Que acredito que
essa palavra "classificáveis" seria como um premio consolação para a maioria dos candidatos que
não conseguiram ficar dentro do número de vagas, más, que também não tiraram nota abaixo da média.
Quem está como "classificáveis" com notas boas e bem próximos dos classificados ainda tem a chance de
contar com o cadastro reserva. Porém, para quem conseguiu tirar nota somente pouco acima da média fica
a experiência de ter ao menos tentado.
Bom...aí vai a lista das pessoas que conheço que foram aprovados dentro das vagas e classificáveis. E desde
já deixo meus parabéns a todos!

Helen Fernanda Alves Martins, Analista de Comunicação -Redator aprovado dentro das vagas 5º lugar
Cláudia Santana Belo Analista de Comunicação- Assistente de Produção 2º
Brunna Marques Duarte Analista de Comunicação - Redator classificável 38º lugar
Ione Chagas Rufino Analista de Comunicação - Discotecário -Programador aprovado dentro das vagas 6º lugar
Edinaldo Antonino dos Santos Analista de Comunicação - Redator classificável 119º lugar
Gildésio Bomfim de Oliveira Alves Analista de Comunicação - Locutor Noticiarista aprovado dentro das vagas 3º lugar
Adalberto Araújo Borges do Nascimento Analista de Comunicação - Produtor Executivo classificável 28º lugar
Claudiane Rodrigues Santana Analista de Comunicação - Produtor Executivo classificável 52º lugar
Dalcione Gomes Ribeiro Analista de Comunicação - Repórter classificável 232º lugar
Virginea Dias Gomes Furtado Leite Analista de Comunicação - Repórter calssificável 276º lugar
Ana Lúcia da Silva Alves Analista de Comunicação - Repórter classificável 277º lugar
Ana Flávia Barbosa Analista de Comunicação - Repórter classificável 306º lugar
Adriano Reges de Assis Analista de Comunicação - Repórter classificável 316º lugar

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ESSE TEXTO NÃO É MEU! MAS...ACHEI INTERESSANTE!



(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço escova toda semana - e as unhas!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer
NÃO.

Segundo:
a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.


Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'.

Martha Medeiros - Jornalista e escritora


ACIDENTES ENVOLVENDO MOTOCICLISTAS EM GOIÂNIA


Acidentes com motocicletas são cada vez mais comuns na Capital. Estatísticas da Polícia apontam que vários deles resultaram em mortes. Em determinados dias, ocorrências com motos representam a metade dos registros da corporação. Fatores como motocicleta em mau estado de conservação, falta de habilitação para dirigir, embriaguez e imprudência podem explicar o alto índice de acidentes que envolvem esse veículo.

Além disso, o aumento da frota de motos nos últimos anos engrossa as estatísticas. A grande demanda se dá porque a motocicleta é um meio de transporte de fácil aquisição e econômico. Mas oferece um risco maior ao condutor. O número de condutores que usam esse tipo de veículo em Goiânia aumenta a cada dia.

O grande fluxo desse veículo que trafega nas ruas de goiana, também é uma alegação para o aumento considerável de acidentes. As ocorrências acontecem sempre. Atitudes como ultrapassagens indevidas e passar em calçadas elevam os índices. Em cada dez acidentes, três envolvem motos.

Mesmo com tanta blitz realizada pela polícia ainda é rotina flagrar motociclistas menores de idade conduzindo esse veículo. Outra ocorrência comum é o tráfego deste tipo de veículo em passarelas destinadas a pedestres.

Acredita–se que, para diminuir o número de ocorrências, seria necessário uma revisão no processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Aumentar a carga horária das aulas práticas e teóricas. E intensificar o estudo da legislação de trânsito.

Os índices de acidentes poderiam ser menores se os motociclistas aliassem condução responsável com equipamentos de segurança. Vistoriar sempre a conservação do veículo, principalmente os pneus seria de suma importância.

terça-feira, 22 de junho de 2010

ISSO PODE INCOMODAR

Quantas pessoas concordariam em mudar a forma de tratar os presidiários? Não sei quantas, mas, com certeza muitas concordariam que os presos deveriam trabalhar para pagar pelos seus custos. É injusto que trabalhadores honestos paguem pelos custos dos presidiários. Seria justo se cada criminoso pagasse pelos seus custos. Como seria isso? Imagino que ao trabalharem para a redução de sua pena, também deveria ser descontado em dinheiro todo gasto que ele tivesse, como água, luz entre outros . Acredito que várias pessoas não se importam de ir para a cadeia porque terão todas as despesas pagas. E o que é melhor...sem precisar trabalhar. Seus familiares sofrem e os familiares de pessoas que não tem nada com isso também.